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segunda-feira, 23 de julho de 2012

CULTURA DE MASSA - HQ

Os quadrinhos existiam nos EUA desde o final do século passado, publicados em jornais, revistas e mesmo em formato de livros, porém foi somente em 1933 que se criou a primeira revista apenas com quadrinhos. No formato 8" x 11", impresso a cores, o "comic book" tornou-se um clássico. A revista, chamada Funnies On Parade, foi projetada por Max C. Gaines para distribuição gratuita entre pessoas que enviavam cupões recortados das embalagens dos produtos alimentícios Procter & Gambler. As primeiras dez mil revistas se esgotaram rapidamente, e um futuro promissor começava a despontar no horizonte.
Assim começou a festa. Dai por diante as revistas em quadrinhos ganharam vida própria, várias editoras lançaram títulos próprios e surgiram os heróis que  estão ai até hoje. Claro os heróis não fizeram sucesso atoa tinha todo um contexto que explica porque os heróis das HQ fizeram tanto sucesso, um dos elementos eram as opções de diversão existentes na época, o rádio e o cinema, com alcance menor que o das revistas. Tipo um ingresso de cinema só dava para uma pessoa mas uma revista em quadrinhos podia ser lida por várias pessoas.   


Cronologia dos heróis das HQs     
1936 
A McKay Company da Filadélfia firmou um acordo com o grupo Hearst e passou a republicar em formato de revista, em abril de 36, alguns dos quadrinhos mais populares que a Hearst editava em tiras nos jornais, através do sindicato King Features. Foi assim que heróis como Flash Gordon de Alex Raymond e Popeye de E. C. Segar, chegaram aos "comic books", na revista King Comics. Para não ficar atrás, outro grande sindicato, United Features, passou a editar uma revista em quadrinhos, também em abril, chamada Tip Top Comics, com seus personagens Tarzan, de Hal Foster e Li'l Abner de Al Capp, que eram editados originalmente em tiras nos suplementos dominicais dos jornais.


1938
O mercado dos "comics" nos EUA dobrou em 1937, em relação ao ano anterior, e no ano seguinte, os "comics" começavam a entrar na Era de Ouro. O marco foi a publicação de uma nova revista, Action Comics, pela Detective Comics, Inc., em junho de 38, com o Superman na capa.
Detalhe curioso. Editor da revista mandou tirar o superman da capa porque achou ridículo e espalhafatoso demais. Claro, mudou de ideia depois que uma pesquisa mostrou que a revista vendia mais que as outras justamente por causa do superman. 


1940
Alem de dar inicio a era de ouro dos quadrinhos também foi o ano em que Batman estreou em revista própria Batman e apresentando uma novidade que seria muito imitada, a figura do companheiro, no seu caso o garoto-prodígio, Robin. A DC introduziria em 1940, outros dois super-heróis que se tornaram famosos, Green  Lantern (Lanterna Verde) e Atom, numa nova revista, All American, em outubro. Com tantos super-heróis criados, a DC passou a organizá-los em ligas, a Justice Society of America foi o primeiro dos inúmeros agrupamentos de super-heróis que surgiram desde então. E a DC tornou-se a Meca dos super-heróis.

1941


A DC apresentou seus novos heróis, StarmanSandman e Hourman e a grande nova sensação da editora, Wonder Woman. A Marvel apresentou seu herói de maior sucesso dos anos 40, Capitão América, um herói inventado para aproveitar o surto de patriotismo que a guerra trouxe. O Capitão era um herói tão forte como personagem, que depois de combater alemães e japoneses, voltou para casa e foi reaparecer com grande sucesso no final dos anos 60. Esse personagem foi o responsável pela revelação de dois grandes criadores de quadrinhos, Joe Simon (texto) e Jack Kirby (arte).



1961
The Fantastic Four. Este time de heróis estreou diretamente em sua própria revista em novembro de 61. A novidade é que os heróis do Fantastic Four não eram perfeitos ou infalíveis. Muito ao contrário, tinham muitas das fraquezas humanas e sofriam de problemas que tinham muito mais a ver com pessoas comuns do que com heróis, ou no caso deles, super-heróis.













1962 


Neste ano a Marvel cria o personagem mais importante dos quadrinhos surgido em 62, Spider Man, em Amazing Fantasy de agosto de 62, genial criação de Steve Dikto, que se tornou o herói dos "comics" mais popular dos anos 60. Lee e Kirby ainda apresentaram em 62, o herói Thor, baseado na mitologia nórdica e Ant-Man.

1963


 A Marvel inventou os Avengers, com ThorHulkAnt-Man e Iron Man em setembro de 63 e no mesmo mês, os X-Men, de Stan Lee e Jack Kirby, uma equipe de heróicos adolescentes mutantes e ainda outra equipe que era uma estranha mistura de dois gêneros fundamentais na história da HQ: guerra e super-heróis, em Sgt. Fury and His Howling CommandosIron Man e Dr. Strange iniciaram suas aventuras pela Marvel nas revistas Tales Of Suspense eStrange Tales, respectivamente.






Interessante notar o que se dizia na época a respeito das historias em quadrinhos. Quando elas viraram uma febre entre a meninada houve reações as mais diversas. Veja essa:

Nos anos 50 com a "caça às bruxas" dos senadores americanos, no período conhecido como "macartismo"; foi publicado um livro "Seduction of the innocent", do Dr. Frederic Wertham, no qual ele acusa (com "provas") os quadrinhos de serem prejudiciais ao caráter em formação dos jovens americanos.


Alguma semelhança com a reação aos videogames dos anos 80 ou a internet dos anos 90? 
Quem quiser ver uma analise das histórias em quadrinhos suas implicações e tudo mais indico os textos: 
Prof. Nadilson M. da Silva
GIGATECA

CULTURA DE MASSA

Cultura de massa (também chamada de cultura popular ou cultura pop) é o total de ideias, perspectivasatitudesmemes, imagens e outros fenômenos que são julgados como preferidos por um consenso informal contendo o mainstream de uma dada cultura, especialmente a cultura ocidental do começo da metade do século XX e o emergente mainstream global do final do século XX e começo do século XXI.
A juventude gera grana
O termo "cultura popular" surgiu no século XIX, em uso original para se referir à educação e cultura das classes mais baixas. O termo começou a assumir o significado de uma cultura de classes mais baixas, separado e se opondo à "verdadeira educação" próximo do final do século, um uso que se tornou estabelecido no período de entreguerras. O significado corrente do termo, cultura para consumo da massa, originou-se especialmente nos Estados Unidos, estabelecendo-se ao final da Segunda Guerra Mundial. A forma abreviada "pop culture" data da década de 1960.
E o amor pode ser vendido
Merilyn por Andy Warlow
Como consequência das tecnologias de surgidas no século XIX, a cultura de massa desenvolveu-se ofuscando outros tipos de cultura anteriores e alternativos a ela. A chegada da cultura de massa acaba submetendo as demais expressões “culturais” a um projeto comum e homogêneo — ou pelo menos pretende essa submissão. Por ser produto de uma articulação de porte internacional (e, mais tarde, global), a cultura de massa esteve sempre ligada ao poder econômico do capital industrial e financeiro, configurando aquilo que Noam Chomsky considera uma forma de totalitarismo, baseado na publicidade. Chomsky afirma que "a propaganda significa para a democracia o mesmo que o porrete significa para o estado totalitário". Desta forma, para Chomsky, a massificação da cultura se dá através de um artifício totalitário, servindo a interesses econômicos.



No contexto da indústria cultural — da qual a mídia é o maior porta-voz — são totalmente distintos e independentes os conceitos de “popular” e “popularizado”, já que o grau de difusão de um bem cultural não depende mais de sua classe de origem para ser aceite por outra. A grande alteração da cultura de massa foi transformar todos em consumidores que, dentro da lógica iluminista, são iguais e livres para consumir os produtos que desejarem. Dessa forma, pode haver o “popular” (i.e., produto de expressão genuína da cultura popular) que não seja popularizado (“que não venda bem”, na indústria cultural) e o “popularizado” que não seja popular (vende bem, mas é de origem elitista).


Adaptado de Wikipedia.com